quarta-feira, 14 de julho de 2010

Preso

Engaiolado a um coração
Desesperado sem emoção
Logo caem todas as grades
Já vejo as luzes das cidades

Ando, paro, olho e corro
Caio, levanto e quase morro
Acho minhas antigas asas
Sobrevôo mares e casas

Quando a noite termina
Aceito a minha sina
Volto para minha gaiola
E minha mente se isola

Vivo triste sem ela
Continuo mesmo assim
Preso àquela antiga bela
Dona da fera presa em mim

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Três Segundos I

A vida passa diante de mim
Relembro minhas lembranças
Não sei se estou muito afim
Deixo de lado as esperanças
Será esse o meu esperado fim?

Na minha cara o ultimo riso
Retirado de um passado feliz
Faço meu ultimo improviso
Dizendo o que ninguém diz
E simplesmente paraliso

Todas as idéias em revolução
Passou-se apenas um segundo
Desde quando olhei pro meu coração
Me perdi em um outro mundo
E ainda há dois segundos de continuação...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Título & Subtítulo

Não convém a escrita
O escritor só pensa
Como quem se limita
O subtítulo dispensa

Se esconde do papel
Se perde em solidão
Não olha para o céu
Título sem inspiração

Escreve como um crime
Finge que ninguém lê
Agora não se deprime
Aliviado por escrever

Sem entender apenas ri
A vida era seu título
Escrever tudo sem fugir
O mundo torna-se subtítulo

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Conto Nº3 do Shinigami: Morte

Choro e fico parado esperando
No fundo uma voz me chamando
Nos meus olhos um brilho feliz
Certamente tudo que consegui, eu fiz

O frio do fim aquece a solidão
Já não escuto o ritmo do coração
Nossa canção parece ser triste
Como se fosse a unica coisa que existe

Chorando fico a unica coisa que existe
No fundo parece ser muito triste
Nos meus olhos o ritmo do coração
Certamente tudo aquece a solidão

Como se estivesse parado esperando
Nossa canção como uma voz me chamando
Já não escuto o meu ritmo feliz
O frio do fim... fui eu que fiz

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Conto Nº2 do Shinigami: Superação

Ouço e presto atenção nos amigos
Palavras e sorrisos tornam-se abrigos
Lembranças são guardadas no coração
Não sei ao certo, mas vejo superação

Agora tenho certeza que tudo muda
Que em lagrimas o coração afunda
Que a solidão indesejada às vezes veem
E que aceita-la pode me fazer bem

Ouvir e prestar atenção me faz bem
Palavras e sorrisos às vezes veem
Lembrança no coração me afunda
Não sei ao certo se tudo muda

Aceita-la apenas como boa amiga
A solidão indesejada me abriga
As lágrimas são guardadas no coração
Agora tenho certeza, não vejo superação
================================
"Digo até mais, mesmo se for adeus"