quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Um sonho de amor

Meus sonhos estão tão frios
Vejo eles passando lentamente
Criando vários contos vazios
Que duram séculos na minha mente

Minhas manhãs tão solitárias
Deixado só até pelo meu cobertor
Sem minhas alegrias diárias
Sem nenhum sorriso ou amor

Minhas manhãs estão tão frias
Deixado só lentamente
Sem minhas alegrias vazias
Sem nenhum sorriso na minha mente

Meus sonhos tão solitários
Vejo passando pelo meu cobertor
Criando vários contos diários
Que duram séculos no amor

sábado, 7 de agosto de 2010

Unir

Todo o dia aquele encontro casual
Eu sempre o tornando algo proposital
Nos meus olhos a fé de um pouco mais
E no peito a palpitação de ir atrás

Eu e minhas fugas pra encontrar
Alguém que eu possa compartilhar
Alguém que não ligue pro que sou
Pra que juntos peguemos nosso voo

O silencio aumentando o som do coração
Que corta a noite como um trovão
Aumento mais meu desejo de enxergar
O que só ela agora pode me mostrar

E o fim não sei se será quieto
Mas espero que ela esteja por perto

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Fotofobia

O dia nasce claro para o mundo
Fico em meu sono profundo
Prefiro não vê o nascer do sol
E esperar que liguem o farol

Quando não consigo fugir
A luz vem pra me fazer chorar
E eu não consigo apenas fingir
Nem esconder o meu olhar

Enquanto o mundo pede luz
Eu prefiro ficar na escuridão
Não porque ela me conduz
A luz é minha fobia do coração

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Três Segundos II

Ainda sinto o meu pulso
Meus amigos perto de mim
Tudo acontece por impulso
Essa atração não é ruim
Por isso não a expluso

A distância de uns é clara
Mas sei que eles estão aqui
Pois a mente não nos separa
Lembro que tudo isso já vivi
E esse sentimento não para

Todos os sentimentos em ação
Agora outro segundo se foi
Desde quando esqueci a razão
Expressei o meu ultimo "oi
E ainda há um segundo de continuação...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Preso

Engaiolado a um coração
Desesperado sem emoção
Logo caem todas as grades
Já vejo as luzes das cidades

Ando, paro, olho e corro
Caio, levanto e quase morro
Acho minhas antigas asas
Sobrevôo mares e casas

Quando a noite termina
Aceito a minha sina
Volto para minha gaiola
E minha mente se isola

Vivo triste sem ela
Continuo mesmo assim
Preso àquela antiga bela
Dona da fera presa em mim