quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

MUSEU

Imagens amareladas de um mundo que eu nunca vivi
Idéias sugeridas por imagens coloridas por computação
Sei que é difícil prestar muita atenção
Mas também sei que a lembrança de alguém vive ali

Me dê a mão vamos entrar nesse museu
Apenas você e eu
Invadindo um novo velho mundo
Assistindo a arte de um passado profundo

Imagens recortadas de jornais impressos extintos
Fatos forjados por jornalistas que queriam mudança
Sei que nem toda balada é seguida por dança
Mas que o balanço nasce dos instintos

Aquele quadro que você não entendeu
Aquele jarro que não te atraiu
A história de um santo ateu
Em um filme que ninguém não assistiu

Me dê a mão vamos entrar nesse museu
Apenas você e eu
Saltando esse velho muro
Pra assistir o que forjou o futuro

Nesse museu
Você e eu
Nesse museu
Misturar o ser com o seu

segunda-feira, 9 de junho de 2014

M'eu Juiz

Sera que eu posso falar?
Onde o mundo me deixa correr?
Nem tudo dá pra gritar
Eu queria apenas escolher

Porque o sol pode raiar?
Como deus parece não vê?
Nem tudo dá pra mostrar
Eu queria apenas viver

Sera que eu posso olhar?
Onde o mundo me deixa aparecer?
Tudo que eu quero mostrar
É o que me faz viver

Porque o sol pode matar?
Como deus parece se esconder?
Tudo que eu quero gritar
É o que resolvi escolher
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Ainda há energias pra recolocar em orbita esse planeta.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ora ação... ora repouso

Lutar, correr, gritar
Tudo pra poder mostrar que tento
Fugir, parar, calar
Tudo pra poder sentir o vento

Ora ação... ora repouso
Oração feita por repouso

Cantar, poder, chorar
Nada pra fazer esquecer o tempo
Dizer, parar, sorrir
Nada pra fazer fugir o contratempo

Ora ação... ora repouso
Oração... hora do repouso

Seguir, pensar, fazer
Sempre pra poder ser mais atento
Andar, olhar, querer
Sempre pra poder sonhar o momento

Dormir, falar, ter
Nada pra fazer atrair sofrimento
Acordar, amar, viver (vê)
Nada pra fazer perder o sentimento

terça-feira, 26 de julho de 2011

O Atoa

Um alguém muito atoa me contou que a vida é boa
Carregava na cara um sorriso e cantava seu aviso
E eu quieto a escutar, o que esse Deus tinha a contar

Nasci na rua e não tenho condição pro pão
Morri na rua e não tenho condução pro pãoooo... de açucar
Que não adoça meu café da manhã, que já é vã
Por não ter o que comer e ainda lá de baixo vê
Até o cristo de braços abertos por não saber responder

Cresci na rua e joguei tudo pro ar, pra me salvar
Subtrai na rua e roubei tudo que desse pra roubar
Até o coração de uma linda mulher, que me quer
Tão bem que também a quero muito bem... de mais
Que é o me faz continuar tentar sobreviver mais

Morri na rua e sonhei com a tua chegada pra salvação
Revivi na rua e ouvi as batidas do teu coração
Morri na rua e não pude te alimentar, nem criar
A esperança de que tudo um dia pode melhorar
(Mas eu não acredito)

Você se foi e nem deu um adeus
Não perguntou porque eu era ateu
Não lamentou as coisas que perdeu
Como se não fosse um filho meu
Mas agora você me faz feliz
Já é dona do seu próprio nariz
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Nunca fui no Rio de Janeiro pessoalmente, mas no meu sonho parecia tão claro que nasceu isso ai...
¡Tchau Radar!

terça-feira, 19 de julho de 2011

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